Os primeiros contactos foram, sabe o DN, feitos de imediato por Mendes, que teve uma primeira conversa com o xeque Abdullah Bin Nasser, proprietário do Málaga, clube onde Jesualdo Ferreira é treinador e que procura urgentemente assegurar um guarda-redes. Dadas as excelentes relações entre o xeque e Jorge Mendes, que tem ajudado na construção do plantel do Málaga, o negócio tem, ao que apurámos, pernas para andar, pois Roberto é um nome que agrada muito aos malaguenhos, que estão receptivos a um empréstimo com opção de compra. Este é um processo que vai, seguramente, conhecer evoluções nas próximas horas, até porque o mercado de transferências, que fecha no dia 31 deste mês, entrou numa fase de decisões. Luís Filipe Vieira entregou também nas mãos de Jorge Mendes a procura por uma solução para a baliza encarnada, que passará sempre, sabe o DN, pelo mercado internacional.
Nesta altura, ainda não é certo que o novo reforço para a baliza do Benfica chegue a tempo de defrontar o Vitória de Setúbal. No entanto, mesmo que o processo de Roberto continue por resolver, o treinador Jorge Jesus não irá arriscar em dar-lhe a baliza, sendo Júlio César a opção mais provável para o jogo da 3.ª jornada da Liga.
Jorge Silvério, mestre em Psicologia do Desporto, explicou ao DN que, depois do que aconteceu na Madeira, com o Nacional, o guarda-redes “não terá condições” para continuar na baliza, mas admitiu que a melhor pessoa para fazer essa avaliação é Jorge Jesus. “É o treinador que tem de ponderar se a presença dele é nefasta para a equipa e para o próprio jogador. Além disso, tem de levar em consideração aquilo que será o pensamento e a reacção dos outros guarda-redes do plantel”, frisou.
As quatro derrotas consecutivas colocaram o Benfica e Roberto sem mais margem para errar, e Jorge Silvério considera que o melhor seria “tirá-lo do onze neste momento para durante algum tempo reforçar a autoconfiança para depois regressar mais tarde com outras condições psicológicas”. Ainda de acordo com este psicólogo, o problema de Roberto é que se “criou uma expectativa alta”, motivada por vários factores, nomeadamente, o facto de “substituir um guarda-redes campeão que fez uma época regular”, no caso Quim, mas também “porque foi muito caro”. Tudo isso, acrescenta, “reflectiu-se no seu rendimento”. Fonte Diário de Notícias.
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